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19 de mai de 2010

Notícias do Mundo Cristão

Em sinal do crescimento do Cristianismo na China, Bíblia vira artigo raro no país (19/05/2010)

A igreja está crescendo na China e, com isso a demanda por Bíblias. Segundo o chefe do programa em Parceria com a Sociedade Bíblica chinesa, Kua Wee Seng, a Amity Printing Press, a única editora chinesa autorizada a imprimir Bíblias, está lutando para manter a demanda.

Embora o número de Bíblias impressas tenha aumentado quatro milhões desde o ano passado, ainda não é suficiente para o número de pedidos. A cada ano cerca de 500 mil pessoas se convertem ao cristianismo no país.
Seng exortou aos cristãos do Ocidente a apoiar a Campanha da Sociedade Bíblica 2010 para levantar fundos para a compra de uma nova impressora. A pretensão é que sejam impressas mais 12 milhões de Bíblias na China.
A ajuda financeira dos cristãos ocidentais permitiu que Bíblias fossem impressas na China, pois foram doadas toneladas de papel. Somente agora a China conseguiu produzir seu próprio papel para a impressão do Livro Sagrado.

Testemunho do filho de fundador do Hamas: de líder extremista a cristão evangélico (19/05/2010)

A vida do palestino Mosab Hassan Yousef, de 32 anos, desafia a lógica do conflito árabe-israelense, em que as rivalidades são quase sempre hereditárias. Filho mais velho do xeque palestino Hassan Yousef, um dos sete fundadores do Hamas, grupo terrorista transformado em partido, o jovem foi criado para ser um líder extremista. Contra todas as possibilidades, traiu o pai, colaborou com o inimigo, denunciou os companheiros e converteu-se ao cristianismo.
Após dez anos de bons serviços prestados como agente duplo do Shin Bet, o serviço secreto militar de Israel, hoje Mosab Yousef vive na Califórnia, nos Estados Unidos, onde divide o seu tempo entre o surfe e os cultos em uma igreja evangélica de San Diego.
Em entrevista concedida a revista VEJA por telefone, ele definiu o Corão como “um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas”. Em sua biografia, Filho do Hamas (Sextante), lançado no Brasil na semana passada, a vocação de Yousef para fazer proselitismo religioso ganha, felizmente, menos espaço do que as histórias de espionagem e traição que envolvem sua trajetória.
A desilusão com o Islã e com o Hamas começou no período em que Yousef esteve preso em Megiddo, uma penitenciária israelense a 5 quilômetros da fronteira com a Cisjordânia. Detido por porte de armas em 1996, quando tinha 18 anos, Yousef permaneceu em uma área exclusiva para integrantes do Hamas. Durante os dezoito meses em que esteve preso, testemunhou membros do grupo torturando os próprios colegas. Qualquer um que demorasse um pouco mais no banho ou tivesse um sotaque diferente podia ser acusado de agente duplo e receber uma punição.
Os terroristas enfiavam agulhas sob as unhas dos suspeitos e derretiam embalagens plásticas para queimar sua pele. Para não deixar que os gritos das vítimas chamassem a atenção dos guardas israelenses, ligavam a televisão no volume máximo. “Era um grau de brutalidade que nem mesmo os israelenses tinham conosco”, diz Yousef.

Depois de ser libertado, ele encontrou um jovem estrangeiro que lhe apresentou os dogmas evangélicos. Começou, então, a ter aulas noturnas de religião em uma escola católica de Ramallah, na Cisjordânia. O processo de conversão ocorreu às escondidas e durou seis anos. Já na prisão Yousef fora convidado a colaborar com o Shin Bet. Ele acredita que seus colegas palestinos nunca desconfiaram de sua vida dupla simplesmente por ser o filho de quem era: um dos mais influentes líderes do Hamas. O parentesco dava ao jovem acesso à elite política palestina, como Yasser Arafat, e aos bastidores dos planos terroristas de grupos como o Hamas e a Brigada dos Mártires de Al Aqsa, ligada ao partido secular Fatah.
Foi graças a informações passadas por Yousef que alguns dos homens mais perigosos dos territórios ocupados puderam ser presos. Em 2001, Yousef telefonou de seu carro para o Shin Bet e deu as coordenadas para a localização do veículo em que se encontrava Muhaned Abu Halawa, um traficante de armas de 23 anos procurado por dar apoio logístico aos atentados da Brigada dos Mártires de Al Aqsa. Em seguida, do alto de uma colina, um tanque israelense fez disparos precisos em direção ao carro de Halawa, estacionado em uma rua de Ramallah. “Um dos projéteis atravessou o para-brisa, mas Halawa deve ter percebido o ataque, porque abriu a porta a tempo e pulou para fora, em chamas”, diz Yousef, que se encontrava a poucos metros do alvo.
O informante, acompanhado do pai, ainda visitou o terrorista chamuscado no hospital. Meses depois, os israelenses eliminaram Halawa com mísseis lançados de dois helicópteros, dessa vez sem a ajuda de Yousef. “Posso dizer que, durante toda a minha colaboração com o Shin Bet, sempre me preocupei em apenas participar de operações que não atentassem contra a vida humana”, diz o ex-agente duplo.
Nem sempre esse princípio funcionou. Em 2002, Yousef recebeu cinco homens pedindo ajuda em sua casa, em Ramallah. Eles estavam com um automóvel cheio de explosivos e precisavam de um lugar seguro para se esconder antes de realizar um atentado em Israel. Yousef deu dinheiro a eles e recomendou que encontrassem um hotel nas proximidades. Em seguida, ligou para o Shin Bet, que, discretamente, recolheu o carro-bomba. O informante palestino pediu para poupar os militantes. A condição foi aceita. Durante a noite, os militares israelenses invadiram o quarto dos terroristas para prendê-los. Um deles tentou escapar pela janela, mas foi abatido a tiros antes de alcançar a rua. Yousef garante que nunca colaborou com os israelenses por dinheiro.

Em pelo menos três ocasiões, contudo, ele recebeu uma espécie de ajuda de custo de Tel-Aviv. Em uma delas, ganhou algumas centenas de dólares para “comprar algumas roupas, cuidar de mim mesmo e curtir a vida”, como ele descreve no livro. Em 2005, seu pai, Hassan Yousef, estava sendo procurado pelos israelenses, e ele resolveu ajudá-lo, escondendo-o. Yousef, o filho, enfrentava um dilema: se continuasse escondido com o pai, poderia ser morto junto com ele; se o delatasse, temia que sua identidade como informante fosse descoberta pelo Hamas. Resolveu telefonar para o Shin Bet, pedindo para ser preso junto com o pai. O líder do Hamas está até hoje na cadeia. Seu filho ficou apenas três meses preso. Na sua avaliação, o pai, por ser da ala política do Hamas, não pode ser considerado um terrorista. Ainda assim, Mosab Yousef acha que fez a coisa certa.

Após anos de perseguição, governo da China pede ajuda aos grupos religiosos (14/05/2010)

O governo chinês, oficialmente ateísta, pediu aos grupos religiosos e às pessoas de fé para ajudar nos esforços de reconstrução da província no Noroeste da China, devastada por um terremoto. Em uma carta aberta publicada em site oficial, a Administração do Estado da China para os Assuntos Religiosos pediu à comunidade religiosa doações para a reconstrução da área Tibetana de Yushu, na província de Qinghai, que foi devastada por um terremoto de magnitude 7,1, em 14 de abril.

Pelo menos 2,2 mil pessoas foram mortas, mais de 12 mil foram feridos e mais de 100 mil ficaram desabrigadas pelo terremoto em Yushu.
Segundo a carta, a comunidade religiosa já doou mais de US$ 12,7 mil para a área atingida pelo terremoto. O departamento de assuntos religiosos espera que os líderes e crentes individuais façam mais doações.
A carta também agradeceu as orações e esforços de assistência imediata realizada por organizações religiosas.
Desde abril, grupos de ajuda humanitária cristãos têm trabalhado para distribuir itens de necessidade imediata, como alimentos, abrigo e roupas para as vítimas.
Nos últimos anos, a China tem sido em geral mais receptiva à religião na sociedade, apesar dos problemas em curso com a liberdade religiosa.
O diretor-geral da Administração Estatal para Assuntos Religiosos, Ye Xiaowen, reconheceu em 2007 que o número de seguidores religiosos chineses, incluindo os cristãos, tem crescido. Ele também alegou que, em vez de esmagar as religiões, o partido comunista chinês incentivará a religião a desempenhar um papel positivo “na promoção do desenvolvimento econômico e social” no futuro.
Um artigo recente no jornal estatal China Daily indica que o governo está se abrindo para a religião na praça pública. O artigo, publicado em março, deu detalhes de como um estudante de 22 anos em Pequim se converteu ao cristianismo, enquanto tentava descobrir o sentido da vida.
Apesar de não haver registros no governo – as igrejas são ilegais na China. Os cidadãos só são autorizados a adoração em instituições religiosas aprovadas pelos órgãos criados por religiosos da China de Macau.
Apesar de progressos da China na liberdade religiosa, grupos de direitos humanos ainda informam regularmente a perseguição dos cristãos das igrejas domésticas. Organizações de direitos humanos afirmam que a China tem um longo caminho a percorrer no seu respeito pela liberdade religios.

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